Mercado de Capitais em Retomada: O Que Esperar em 2026?

EQUITY
No mercado aberto, mais um ano sem IPO’s, com redução no volume de follow-ons, e o aumento de companhias que fecharam o capital (ano finalizou com 703 companhias abertas, contra 728 em 2024).

A recuperação de parte do valuation das empresas listadas (variação positiva de 34% do Ibovespa em 2025) traz, por consequência, maior propensão a novas ofertas e melhora também o valuation para transações do middle Market, que passam a se tornar viáveis.

Alguns avanços na democratização do acesso ao capital são observados, por exemplo, no aumento do número de ofertas de equity crowdfunding, que mais que dobrou em 2025. O Regime Fácil da CVM também deverá estimular IPO’s de empresas médias, tendo a BEE4 papel importante neste movimento. O Programa Rota Fácil está na fase final selecionando 10 médias empresas brasileiras para listagem em 2026.

Operações de M&A no Brasil avançaram 13% em volume transacionado e 7,5% em número de transações, segundo a TTR. O segundo semestre foi de maior crescimento, com destaque a empresas médias e os setores de tecnologia e financeiro, que continuam como principais alvos.

A perspectiva para 2026 é alta considerando a demanda reprimida em diversos setores (ambiental, energia, infra, locação, TI, ..), mais capital externo para o Brasil, e a expectativa de redução dos juros, onde se projeta ~10,5% ao final de 2027. Oremos!

DÍVIDA – MERCADO DE CAPITAIS

As emissões primárias, segundo a ANBIMA, somaram R$ 838bi em 2025, recorde histórico com crescimento de 6,4% em relação a 2024. As debêntures continuam sendo o principal instrumento de captação, seguida por FIDC’s, FII e notas comerciais (esta, que não existia até 2021).

O endividamento das empresas brasileiras vem também evoluindo no perfil. Enquanto há 10 anos o mercado de capitais representava 15% das emissões de dívida no Brasil, representou 33% em 2025, contra 31% em 2024. Esse avanço é notório, principalmente pela ampliação da modalidades de papéis, novos agentes, e um maior apetite por parte dos investidores em relação ao crédito corporativo.

O gráfico que trago no anexo demonstra esta variação do crédito amplo, que desde 2018 cresceu no Brasil muito mais via Mercado de Capitais do que em operações bancárias tradicionais, em linha com mercados mais maduros.

Apesar de cada vez mais acessível, o Mercado de Capitais ainda é muito restritivo a empresas de porte médio com baixa maturidade em Governança, Finanças e na Relação com o Mercado, exatamente o tripé onde a Go2 atua em seus projetos de criação de valor.

E você, o que espera para 2026?

Forte abraço,
Carlos Tristão – Sócio Fundador GO2 Capital

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